Relato da Viagem a Montevideo e Punta del Este – Segundo dia

Segundo dia de viagem:

Punta del Este!

Acordamos cedo, o dia estava chuvoso e friozinho. Fazia 12º C. Olhamos pela janela e surgiu a dúvida: Será que vale a pena ir a Punta com chuva? Será que lá está chovendo também? Na internet dava tempo nublado, mas sem chuva. Mas dava o mesmo para Montevideo e chovia fino, mas chovia. Resolvemos descer para tomar café e depois decidir.

O café da manhã do hotel era maravilhoso! Sucos, pães variados, bolos, café, chocolate quente, geleias, pratos quentes e frutas (e que frutas!). Num ambiente muito bonito, com uma senhora muito simpática para servir, adorei!

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A dúvida foi resolvida da seguinte forma: o carro está alugado para ir a Punta somente neste dia, devolveremos no dia seguinte cedo, logo não temos outra opção de dia para ir lá. Temos que ir de qualquer jeito, chova ou faça sol! E fomos!

GPS programado para a primeira parada em Punta Ballena – Casa Pueblo. E lá vamos nós! Hoje já tem trânsito normal nas ruas, até um pouco de engarrafamento como em qualquer outra cidade grande. Mas nada que atrapalhe. Fomos pela Ruta Interbalneária. Estrada muito boa, sem buracos e mesmo assim com alguns trechos trocando asfalto. Viagem tranquila, com variações de velocidade entre 60 km/h em locais onde tem cidades e 110 km/h em outros pontos. No meio da estrada tem cruzamentos e faixas de pedestre com sinal de trânsito, por isto recomendo prestar muita atenção. Ah, nestes cruzamentos tem radar. Não fomos pelas praias, fomos pela estrada mais interna, já que chovia e tínhamos pouco tempo.

Levamos 1 hora e 40 minutos aproximadamente, fomos tranquilamente, sem pressa, aproveitando a paisagem e prestando atenção na estrada. Poucos trechos com chuva e quanto mais próximo de Punta menos chuva tinha. Que bom!

Chegamos a Casa Pueblo. Lugar lindo! Paramos o carro e fomos para a entrada. O valor da entrada podia ser pago em peso uruguaio ou em reais (150,00 pesos uruguaios ou 15 reais). Entramos na casa e fomos ver o filme que conta a estória de Vilaró e da construção da Casa. Depois fomos ver a exposição de obras de Carlos Paez Vilaró (site) espalhadas por toda a casa. Tem um restaurante/café e ali já temos uma amostra do que é a vista. Ao sair, o queixo chega a cair. Que lugar lindo! Você olha e só vê água e ainda é água do Rio da Prata, a perder de vista. E o dia estava nublado, imagina em um dia com um sol maravilhoso! Deve ser deslumbrante! Percorremos a casa pelas varandas, assinamos o livro de visitação e fomos embora para ver a casa por fora lá da ponta do penhasco que fica mais a frente. Maravilhoso! Olhando para a outra direção já podemos ver Punta del Este, nossa próxima parada.

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Programamos o GPS para o Hotel Conrad e caímos novamente na estrada por mais alguns minutos. Chegamos a Punta pelo lado da Praya Mansa (praia formada pelo Rio da Prata). São casas, casinhas, mansões, prédios todos lindos. Não vemos a praia durante o percurso, pois ela fica um pouco mais afastada da estrada. Seguimos até o Hotel Conrad. Enorme! Muito bonito de fora. Paramos em frente, tiramos fotos e fomos ver a praia em frente. Vazia, mas bonita!

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Como não tínhamos nos alimentado direito no dia anterior estávamos com fome e decidimos não entrar no Cassino e ir almoçar no Porto.

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O caminho até o Porto é cheio de restaurantes chiques, casas lindas. Paramos no Porto de Punta e vimos um restaurante de frutos do mar, fomos ver e era tipo um self-service só de frutos do mar. Como não somos muito fãs, fomos procurar outro e ao lado tinha o restaurante La Marea. Muito boa a comida, era frutos do mar também, mas tinham outras opções. Escolhemos fetuccine ao molho de camarão e rúcula. Dos Deuses! Cada camarão enorme e em quantidade, quase mais camarão que macarrão, kkkk.

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Aqui cabe mais um mico. Como comemos pão o dia anterior todo, quando o garçon veio oferecer o couvert (pães variados e pastas) recusamos. Não queríamos mais pão. Depois de um tempo a moça que servia nossa mesa veio perguntar porque não aceitamos o couvert e disse que estava incluído no preço. Kkkkk… Tivemos que explicar o motivo de não querer pão para ela não achar que brasileiro é pobre e não aceita couvert para não pagar.

Ah, para quem gosta de moto, tem um loja de produtos de moto bem do lado do restaurante.

Saimos do restaurante e demos uma volta pelo Porto de Punta e depois seguimos de carro para a Ponta de Punta. Na Ponta de Punta só vemos água e o encontro das águas do Rio da Prata com as águas do mar. Olhando para trás vemos ao fundo o Farol de Punta, tiramos fotos e seguimos agora pela Playa Brava (mar aberto). São mais casas e prédios lindos, ao longo do caminho vemos altares para Iemanjá e um outro lindo que não conseguimos ver de quem era.

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Um pouco mais a frente vemos o ponto turístico mais conhecido de Punta – Los Dedos ou La Mano. Paramos, ali já encontramos outros turistas, inclusive brasileiros. Fotos e mais fotos. É difícil conseguir tirar uma foto só sua com todos os dedos, sempre tem alguém junto. E a praia é linda. A única coisa que não achamos legal foi a escultura estar pichada.

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Seguimos para a rua de comércio de Punta, estacionamos o carro facilmente na rua e fomos caminhar e ver as lojas. Por acaso paramos na rua do Café Havanna, loja grande com uma parede enorme cheia de alfajores (adoro!!). Ao longo da rua principal existem várias lojinhas, muitas estavam fechadas. Eram lojas de lembrancinhas, de brinquedos, de roupas indianas, esportivas, de câmbio, restaurantes, lanchonetes, sorveteria Freddo. De longe, vimos uma loja que tinha uma palavrinha mágica no nome: CHURROS. Achamos que finalmente tínhamos encontrado o famoso churro uruguaio e corri para comprar. Mas, dei de cara na porta fechada! Gente, o que está acontecendo? Cadê o churro?

Como não teria como ver o por do sol com o tempo que estava fazendo resolvemos voltar para Montevideo. GPS programado com o nome do Hotel e lá vamos nós! O GPS, ao invés de nos levar pelo mesmo caminho que fizemos na ida, nos levou por um caminho diferente e bastante deserto. Era uma região que parecia ter pequenas propriedades tipo sítio, muito bonita, mas sabíamos que ali não era a estrada e foi meio assustador. Finalmente, em certa altura, caímos novamente na Ruta Interbalneária e ficamos aliviadas. Não vimos o por do sol em Punta, mas vimos da estrada. O tempo abriu um pouco e foi muito bonito!

Viagem tranquila! Mais rápida que a ida. Como era por volta de 18:00 e não queríamos pegar engarrafamento de fim de horário de trabalho em Montevideo resolvemos parar em um shopping para jantar e aproveitar o tempo. Escolhemos o Shopping Três Cruces que ficava no caminho.

Três Cruces é uma estação de ônibus (rodoviária) que tem um shopping nos andares de cima. Fica na Bvar. Artigas, 1825. Estava cheio o estacionamento, mais foi fácil achar uma vaga. Não é muito grande e não tem lojas conhecidas (pelo menos para brasileiros). As lojas são as mesmas que vimos na 18 de Júlio quando passamos de carro. A praça de alimentação é bem fraquinha e resolvemos tentar jantar perto do hotel.

Fomos para o hotel e saímos a pé para procurar um restaurante. Na Rua San Jose 1193 encontramos o restaurante San Rafael, que recomendo. Pedimos um prato de filé com fritas e o próprio garçom sugeriu que dividíssemos o prato por ser bem grande. E era! Duas pessoas, sem muita fome comeram muito bem. Que delícia de carne! Um prato de filé com fritas, dois sucos de laranja e um pudim de leite (muito bom também!) saiu por 731 pesos uruguaios.

Como já estava tarde e tudo fechado voltamos para o hotel para descansar.

Amanhã continua! Av. 18 de Júlio e Cidade Vieja próximas paradas.

Até lá viajantes!

by Adriana Ramos.

obs: leia também várias dicas nos comentários e nos outros posts da série Montevideo e Punta del Este – planejamento, roteiro e relatos (5)

7 comentários sobre “Relato da Viagem a Montevideo e Punta del Este – Segundo dia

    • Oi Heloisa! Levei dólares, reais e muito mais pesos uruguaios, só paguei em real na Casa Pueblo. Não queria ficar tendo que fazer a conversão o tempo todo, por isto preferi levar já em pesos uruguaios. Mas vc paga com reais em vários lugares mesmo.

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